Barcelona mi Amor…

Barcelona

En début d’année, j’ai décidé de rentrer en Suisse pour avoir un travail mieux payé et pouvoir voyager. La première occasion s’est présentée pour le pont de la Saint Joseph et je l’ai saisie.

En effet, je rêvais de découvrir Barcelone depuis que j’ai commencé les cours d’espagnol au collège. Alors samedi dernier nous avons pris l’avion direction la capitale catalane. C’est l’une des villes les plus riches que je connaisse, elle est digne d’une grande capitale européenne. Du fait de son histoire, son architecture et l’énergie qui s’en dégage. Nous avons passé trois merveilleux jours là-bas où je me suis sentie comme chez moi.

Il n’y a pas autant de réglementation qu’en Suisse où tout est codifié. Tout est plus spontané, plus naturel et bohème. Il y a de la mendicité dans les rues, de la propagande à la sortie du métro et même de la vente à la sauvette mais ce ne sont que des détails.

Entre la vielle ville (Barri Gòtic) et le centre économique il y existe une cohabitation harmonieuse. Nous étions logés près de la Rambla et dès le matin nous sentions l’effervescence de la ville émanant de cette grande rue. Les barcelonais ne sont pas des lève-tôt, comme la plupart des peuples du Sud. Avant 10 h, les ruelles paraissent abandonnées, puis lentement les propriétaires viennent lever les volets et les ruelles s’éveillent jusque dans la soirée.

Ce qui m’a également frappé c’est le tourisme foisonnant. En mars il y avait déjà beaucoup d’étrangers. Ce phénomène était flagrant arrivant à la Barceloneta, l’une des plages les plus populaires. J’ai bien essayé de m’exprimer en espagnol mais on me répondait soit en anglais soit en français. Quelle déception ! Les barcelonais ont dû s’adapter aux étrangers et souvent ils ont 3 ou 4 menus traduits. Depuis 2010, la population locale dénonce les excès de ce tourisme de masse. En effet les ruelles sont nettoyées tous les matins. Nous avons également remarqué beaucoup de sans abri et de mendiants, mais ceux-ci ne sont pas insistants comme je l’ai déjà vu dans certaines villes de France. Vivant parmi les boutiques de luxe et les restaurants, certains se prosternent devant les passants de la Rambla, tandis que d’autres sont juste là à même le sol, attendant.

Pour revenir à la plage, il y a beaucoup de vente à la sauvette. On peut trouver un large nombre de personnes d’ethnie africaine qui est concentré le long des quais, réunis en communauté. On croirait les marchés de gitans que l’on peut voir au Portugal. Vente de contrefaçons en famille. Lorsque l’on arrive sur la plage il y a une autre population indo-pakistanaise qui vend paréos et autres souvenirs mais eux sont beaucoup plus pressants avec les touristes.

La plage pullule de sportifs, d’enfants qui jouent dans le sable et de jeunes qui viennent prendre un bain de soleil. L’ambiance y est décontractée et animée. C’est très agréable.

Nous avons essayé de nous imprégner le plus possible de la ville et de ce qu’elle à offrir : nourriture, spécialités et monuments. En ce qui concerne la nourriture un arrêt à la Boqueria est obligatoire. Tous les jours de la semaine dès 8 h on assiste à un spectacle d’assemblage de vitrines de jamón ibérico et pyramides de fruits. Il y a toutes sortes de viandes, poissons, sucreries et fruits frais.

Nous avons marché près de 20 km par jour et grâce à cela nous avons vu des lieux exceptionnels. Je me rappellerai le moment où à la sortie d’une bouche de métro j’ai levé les yeux vers le ciel et j’ai été éblouie par la grandeur de la Sagrada Familia. Cette imposante construction inachevée et figée dans le temps. Ce mélange de styles et d’histoire que chaque pièce rapportée semble raconter. Une merveille telle, que je suis restée avec un sourire béat pendant quelques larges minutes. J’étais devant la Sagrada Familia moi, Sandra. En effet, le poids de l’histoire et du patrimoine artistique espagnol est visible à chaque recoin de la ville par les églises, musées, jardins et sculptures. Les excentricités de Gaudí, la Plaza de España avec ses piliers et ses statues. Le Museu Nacional d’Art de Catalunya avec ses fontaines d’un côté et les arènes de l’autre. La vue imprenable du mont Montjuïc à la tombée de la nuit et également un moment très précieux. Le stade olympique et son parc…

Je retiendrai quand même les prix exorbitants pour les visites intérieures de monuments : 30 euros pour la Sagrada Familia, 25 euros environs pour la Casa Batlló, la Casa Milà ou la Casa-Museu de Gaudí. Quand on pense que le Louvre est à 15 euros, je trouve qu’il y a là une petite incohérence. Du coup, il faut prévoir un sacré budget pour les visites.

Je retournerai surement à Barcelone dans quelque temps, je m’y suis sentie sereine au milieu de tout ce bouillonnement. La population semble accueillante malgré ce qu’on dit et si l’on s’éloigne un peu des Ramblas on trouve des personnes sincères et authentiques. La vie y semble un peu plus difficile qu’en Suisse mais la plupart des habitants ont le sourire aux lèvres. Même dans les transports en commun.

On n’a pas besoin de s’éloigner pour trouver ce que l’on recherche, tout est à portée de main à Barcelone.

sem nome Barcelona mi amor…

No início do ano, decidi regressar à Suíça para conseguir um emprego melhor pago e poder viajar. A primeira oportunidade surgiu no fim de semana prolongado do Dia do Pai e eu aproveitei.

Na verdade, eu sonhava em descobrir Barcelona desde que comecei as aulas de espanhol na secundária. Então, no sábado passado, voámos para a capital catalã. É uma das cidades mais ricas que conheço, é digna de uma grande capital europeia. Através da sua história, da sua arquitetura e da energia que transmite. Passámos três dias maravilhosos e senti-me como em casa.

Não existem tantos regulamentos como na Suíça, onde tudo é codificado. Tudo é mais espontâneo, mais natural e boémio. Há mendicidade nas ruas, propaganda na saída do metro e até mesmo venda ambulante, mas esses são apenas detalhes.

Entre a cidade velha (Barri Gòtic) e o centro económico há uma convivência harmoniosa. Estávamos hospedados num hotel perto da Rambla e logo de manhã sentíamos a excitação da cidade por toda a rua principal. As pessoas de Barcelona não são madrugadoras, como a maioria das pessoas do sul. Antes das 10 da manhã, as quelhas parecem abandonadas, depois, lentamente os donos vêm levantar as persianas e as ruas acordam, até à noite.

O que também me chamou a atenção foi o turismo abundante. Em março já havia muitos estrangeiros. Este fenómeno era evidente ao chegar a Barceloneta, uma das praias mais populares. Tentei-me exprimir em espanhol, mas responderam-me em inglês ou francês. Que grande deceção! Os habitantes de Barcelona tiveram de se adaptar aos estrangeiros e muitas vezes têm 3 ou 4 menus traduzidos. Desde 2010, a população local protesta contra o excesso deste turismo em massa. De facto, as quelhas são limpas todas as manhãs. Também reparámos em muitos sem-abrigo e mendigos, mas não são insistentes, ao contrário do que já vi em algumas cidades de França. Vivendo entre lojas de luxo e restaurantes, alguns curvam-se frente aos caminhantes da Rambla e outros ficam ali simplesmente no chão, esperando.

Voltando à praia, há muitas vendas às escondidas. Um grande número de pessoas de origem africana está junto ao longo dos cais, reunidos em comunidade. É como os mercados ciganos que podemos ver em Portugal. Vendas de falsificações em família. Ao chegar à praia observa-se outra população indo-paquistanesa que vende lenços de praia e outras lembranças, mas estes são muito mais insistentes com os turistas.

A praia está cheia de desportistas, crianças que brincam na areia e jovens que vêm apanhar sol. O ambiente é descontraído e animado. É muito agradável.

Tentamos familiarizar-nos o máximo possível com a cidade e com o que ela tem para oferecer: comida, especialidades e monumentos. No que diz respeito à alimentação, é obrigatória uma paragem na Boqueria. Todos os dias da semana a partir das 8 da manhã assistimos a um espetáculo de construção de montras com presunto e pirâmides de frutas. Há todos os tipos de carne, peixe, doces e frutas frescas.

Caminhamos cerca de 20 km por dia e graças a isso vimos alguns lugares excecionais. Vou para sempre recordar o momento em que olhei para o céu à saída do metro e fiquei deslumbrada com a grandeza da Sagrada Família. Esta imponente construção ainda por acabar, congelada no tempo. Esta mistura de estilos e história que cada peça parece contar. Uma tal maravilha, que fiquei com um sorriso rasgado por alguns largos minutos. Estava em frente à Sagrada Família, eu, Sandra. Na verdade, o peso da história e do património artístico espanhol é visível em todos os cantos da cidade com as igrejas, os museus, os jardins e as esculturas. As excentricidades de Gaudí, a Plaza de España com os seus pilares e estátuas. O Museu Nacional d’Art de Catalunya com as suas fontes de um lado e as arenas do outro. A vista deslumbrante de Montjuïc ao anoitecer, também é um momento muito precioso. O estádio olímpico e o seu parque…

Além disso, é de anotar os preços excessivos das visitas aos monumentos: 30 euros para a Sagrada Família, cerca de 25 euros para a Casa Batlló, a Casa Milà ou a Casa-Museu de Gaudí. Quando sabemos que o Louvre custa 15 euros, acho que há uma pequena incoerência. Então é preciso prever um bom orçamento para as visitas.

Decerto voltarei a Barcelona em breve. Senti-me serena no meio de toda esta agitação. A população parece acolhedora apesar do que se diz e ao nos afastarmos das Ramblas, encontramos pessoas sinceras e genuínas. A vida lá parece um pouco mais difícil que na Suíça, mas a maioria dos habitantes tem um sorriso no rosto. Mesmo nos transportes públicos.

Não é preciso ir muito longe para encontrar o que procuramos, tudo está ao nosso alcance em Barcelona.

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