Génération Z en crise

13_reasons_why

 

J’ai suivi la série 13 Reasons Why depuis le début, depuis le scandale. Il est vrai qu’on y traite de toutes les problématiques d’aujourd’hui et que bien souvent les jeunes sentent qu’ils doivent “survivre” au lycée.

L’Amérique semble souffrir d’une grande insécurité et de beaucoup de préjugés. En effet, la série dénonce le suicide chez les adolescents, la solitude, le bullying, le viol, le pouvoir des équipes de football et de leurs cheerleaders, l’abus d’alcool, la violence, la drogue, la prostitution, l’homophobie, la réglementation des armes, l’abus de pouvoir des autorités, la maladie, le sexisme, le racisme, l’anxiété et la dépression. Oui, ça fait une sacrée liste d’épreuves et de malaises qui nous font trembler pour le bien-être des jeunes dans la société actuelle.

Pour en revenir à l’histoire, la trame est très justement ficelée, les personnages sont complexes et attendrissant. On partage leurs moments de joie et surtout leurs malheurs et leurs galères.

Dans la 1° saison, tout tourne autour du suicide d’Hannah Baker. La scène a d’ailleurs été censurée par la suite pour être trop choquante. Ce qui m’a frappé le plus, ce n’est pas de voir une adolescente dans une baignoire s’ouvrant les veines mais plutôt sa manière décidée et sereine de le faire. Elle laisse derrière elle des cassettes audios où chaque face confronte un de ses collègues pour avoir contribué à sa décision d’en finir.

Dans le second volet, on suit le procès du lycée Liberty High accusé par les parents d’Hannah. De mystérieux polaroids sont trouvés au long des épisodes et dévoilent qu’Hannah n’est pas la seule victime et qu’il existe bien d’autres non-dits.

La 3° saison parle de la mort de Bryce Walker et de l’enquête pour découvrir son assassin. De nouveau, nos héros vont devoir s’unir face à une tragédie de plus et protéger leurs secrets.

Dans la dernière saison, on retrouve les personnages qui essaient de continuer à vivre après tous ces drames mais qui sont tourmentés par leur conscience. On traite dans cette dernière partie, de la dépression, l’anxiété et même de la folie. Les personnages sont poursuivis par les démons du passé et n’arrivent pas à aller de l’avant.

Il est clair qu’encore une fois 13 Reasons Why nous bouscule, secoue notre quotidien tranquille pour montrer du doigt les tabous de la société. On passe des moments assez tendus de suspense et même de tristesse. J’ai trouvé intéressant que la série commence autour d’un personnage féminin et de la condition des filles au lycée pour se terminer avec un casting majoritairement masculin. Cela montre aussi qu’être un garçon à cet âge est loin d’être simple.

En résumé, bien qu’elle ait perdu un peu de sa fraîcheur et de son originalité au fil des saisons, 13 Reasons Why reste une série incontournable pour la nouvelle génération car elle est le miroir des dangers de la jeunesse et sert à en faire la prévention.

sem nome  Geração Z em crise

Tenho acompanhado 13 Reasons Why desde o início, desde o escândalo. É verdade que fala de todas as problemáticas atuais sendo que muitas vezes, os jovens sentem que têm de “sobreviver” à escola secundária.

A América parece sofrer de uma grande insegurança e de muitos preconceitos. De facto, a série denuncia o suicídio de adolescentes, a solidão, o bullying, a violação, o poder das equipas de futebol e das suas claques, o abuso de álcool, a violência, as drogas, a prostituição, a homofobia, a legislação de armas, o abuso de poder pelas autoridades, a doença, o sexismo, o racismo, a ansiedade e a depressão. Pois, é uma lista comprida de dificuldades e apuros que nos fazem temer pelo bem-estar dos jovens na sociedade de hoje.

Voltando à história, a trama é muito bem concebida, as personagens são complexas e comoventes. Partilhamos os seus momentos de alegria e, sobretudo, as suas infelicidades e dificuldades.

Na primeira temporada, tudo gira em volta do suicídio de Hannah Baker. A cena foi até censurada por ser demasiado chocante. O que mais me perturbou não foi ver uma adolescente numa banheira a cortar os pulsos, mas sim a sua forma decidida e serena de o fazer. Ela deixa cassetes áudio cujo cada lado confronta um dos seus colegas por ter contribuído para a sua morte.

Na segunda parte, seguimos o julgamento da escola Liberty High acusada pelos pais de Hannah. Polaroids misteriosas são encontradas ao longo dos episódios revelando que Hannah não é a única vítima e que há muito mais por descobrir.

Já, a terceira temporada trata a morte de Bryce Walker e a investigação para encontrar o seu assassino. Mais uma vez, os nossos heróis devem unir-se frente à tragédia e proteger os seus segredos.

Na última temporada, as personagens tentam continuar a viver depois de todos estes dramas, mas são atormentadas pela sua consciência. A depressão, a ansiedade e mesmo a insanidade são abordadas nesta última parte. As personagens são perseguidas pelos demónios do passado e são incapazes de seguir em frente.

É evidente que mais uma vez 13 Reasons Why nos abala e agita o nosso quotidiano pacato para apontar os tabus da sociedade. Passamos momentos bastante tensos de suspense e até de tristeza. Achei interessante que a série comece em torno de uma personagem feminina e da condição das raparigas no liceu e termine com um elenco predominantemente masculino. Mostra também que ser um rapaz nesta idade é longe de ser simples.

Em resumo, embora tenha perdido alguma da sua frescura e originalidade ao longo das temporadas, 13 Reasons Why continua a ser uma série essencial para a nova geração porque é o espelho dos perigos da juventude e serve também de prevenção para os mesmos.

 

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