Show must go on

Pexels by Cottonbro

Essayer de motiver quelqu’un qui broie du noir doit être une des choses les plus défiante et fatigante que je connaisse. Étant moi-même quelqu’un qui est souvent négative (Il pleut, je n’ai pas assez de temps, les choses devraient être ainsi, je voudrais, pourquoi ? …) il m’arrive souvent de devoir retrousser mes manches et allez à contre-courant. Bien sûr, il existe des périodes où ce sont les autres qui me remontent le moral et je n’essaie pas de m’apitoyer sur mon sort, mais ce n’est vraiment pas simple.

Cette année 2020 a été très dure pour tout le monde, alors des personnes négatives, frustrées, déprimées on en rencontre à tous les coins de rue. De plus et malgré ce qu’il y parait, je ne viens pas d’une famille particulièrement joviale, on attend toujours qu’une tuile nous tombe sur la tête, vu que le plus souvent, c’est ce qu’il est arrivé. Pourtant il faut parfois se faire violence et admettre que les choses peuvent aller mieux.

Je disais donc que cette année a été assez chargée en évènements, entre l’apparition du COVID, le port du masque, les crises familiales, mon adaptation à ma nouvelle vie et le retour de mon mari au pays, il y avait de quoi stresser. Il a fallu gérer le confinement en famille, faire abstraction de la télévision, commencer un nouveau travail en contact avec une clientèle plutôt agitée, surpasser les angoisses de chacun, dérouter les impasses des autres, et même supporter l’entêtement et mauvaise volonté du restant.

Alors non ! Nous n’avons pas épuisé le stock d’anti-dépresseurs de la pharmacie, à l’image de beaucoup de nos semblables, mais il a fallu recourir à d’autres outils.

Pour ma part, j’ai trouvé refuge auprès de mes chiens et de la nature, l’inspiration avec le yoga et la distraction avec la pratique de la danse. Le plus difficile, c’est de relativiser et de respirer profondément avant de se laisser emporter par quoi que ce soit. Certains se referment sur eux même, d’autres trouvent du réconfort auprès d’amis proches et certains préfèrent opter pour la critique et se fâcher contre tout. Au bout du compte, je ne sais pas qui en sortira le moins affecté.

Enfin bref, lorsque quelqu’un broie du noir, il faut le bousculer un peu, trouver quelque chose qui lui plaît et s’y accrocher comme un nouveau projet par exemple, s’intéresser à ses avancées et le soutenir, dédramatiser, mais surtout, lui montrer beaucoup d’amour.

sem nome

Tentar animar alguém que está em baixo deve ser uma das coisas mais desafiantes e cansativas que conheço. Sendo eu próprio alguém que é frequentemente negativa (está a chover, não tenho tempo para nada, as coisas deviam ser assim, quem me dera, porquê? …) muitas vezes tenho de arregaçar as mangas e ir à luta. Claro que há alturas em que são os outros que me ajudam e eu não estou a lamentar-me, mas não é nada fácil.

Este ano 2020 tem sido muito difícil para todos, por isso as pessoas negativas, frustradas e deprimidas estão por todo o lado. Além disso, e apesar do que parece, não nasci numa família propriamente jovial, estamos sempre à espera que algum azar nos aconteça, já que foi o que sucedeu a maior parte do tempo. Contudo, por vezes é preciso ir contra si próprio e admitir que as coisas podem melhorar.

Estava então a dizer que este ano foi bastante agitado, entre o aparecimento do COVID, o uso obrigatório da máscara, as crises familiares, a adaptação à minha nova vida e o regresso do meu marido a casa, houve muito stress. Tive de lidar com o confinamento familiar, ignorar a televisão, começar um novo trabalho em contacto com uma clientela bastante perturbada, ultrapassar as ansiedades de todos, contestar os impasses dos outros, e até aturar a teimosia e a má vontade do restante.

Portanto, não! Não esgotámos o stock de antidepressivos da farmácia, como muitos fizeram, mas tivemos de recorrer a outras ferramentas.

No meu caso, encontrei reconforto nos meus cães e na natureza, inspiração com o ioga e distração com a prática da dança. O mais difícil é saber distanciar-se e respirar profundamente antes de se deixar levar por qualquer coisa. Algumas pessoas fecham-se sobre si próprias, umas encontram refúgio com amigos e outras preferem ser críticas e exaltar-se com tudo. No final do dia, não sei quem será o menos afetado de todos. De qualquer forma, quando alguém está em baixo, é preciso chamá-lo à atenção, encontrar algo que o interessa e focar-se nele como um novo projeto, por exemplo, valorizar o seu progresso e apoiá-lo, desdramatizar, mas acima de tudo mostrar-lhe muito amor.

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